sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Livro com depoimentos de Rafael Dely mostra evolução da cidade de Curitiba

24/01/2017 - Prefeitura de Curitiba

O prefeito Rafael Greca participou nesta segunda-feira (23) do lançamento do livro Curitiba, o Fazimento de uma Cidade, escrito pelo jornalista Marcelo Oikawa a partir do depoimento do arquiteto e urbanista Rafael Dely. O livro conta a história da transformação urbana de Curitiba com ênfase nas propostas e realizações que moldaram a cidade.

Rafael Dely (1940-2007) fez parte da primeira turma do curso de Arquitetura da UFPR, com brilhante carreira profissional e expressiva passagem pelo Ippuc e Cohapar, em especial na área de transporte coletivo e habitação popular.

Em 1971, ele apresentou a ideia do Sistema Trinário, formado pelas canaletas por onde circulam ônibus com vias laterais de tráfego lento nos dois sentidos e pelas vias rápidas nos sentidos centro-bairro e bairro-centro. O sistema não serve apenas como via de ligação como sempre se fez nas grandes cidades brasileiras. Combinado com uma lei de uso do solo, que permite a construção de prédios altos somente ao longo desse sistema, tornou-se a estrutural que direciona o crescimento linear do Centro em direção aos bairros.

"Ao trazer esse livro à publicação, vocês dão a Curitiba uma fonte primária da história. Uma narrativa em primeira pessoa. A memória é onde a nossa imortalidade se aplica. Vive novamente o nosso grande urbanista neste livro", ressaltou Greca, em um breve discurso durante o lançamento.

Na habitação, Rafael Dely tinha a visão integrada dos espaços com a cidade. Projetou exemplos de habitação como os conjuntos Atenas I, II, III, que são exemplos de moradia popular com qualidade e integração com a cidade. Foi também responsável pelo projeto das Vilas de Ofício em Curitiba e das Vilas Rurais no Interior do estado, que viabilizou casas e terrenos para mais de 200 mil trabalhadores no Paraná. 

domingo, 28 de agosto de 2016

Número de carros em Curitiba diminui pela primeira vez em uma década

27/08/2016 - Gazeta do Povo

Prestes a chegar a um milhão de automóveis, frota da cidade “estacionou” e começou a diminuir

Rogerio Waldrigues Galindo  

 | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Foto Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Depois de passar por uma expansão explosiva nos últimos anos, a frota de automóveis de Curitiba estacionou e começou a diminuir. Dados oficiais do Detran mostram que desde o início de 2016, a cidade “perdeu” três mil carros, passando de 979 mil automóveis em janeiro para 976 mil em junho. Com isso, a frota já é ligeiramente menor do que a de dezembro de 2014, quando a cidade tinha 978 mil automóveis registrados.

O fenômeno, por enquanto, é típico da capital. No interior, os dados do Detran mostram que as frotas continuam aumentando. De janeiro de 2015 até junho deste ano, o Paraná aumentou sua frota de carros de 3,8 milhões para 4 milhões. Ou seja: a perda da capital mais do que foi compensada pelas outras cidades – o que significa que, no geral, o aumento de IPVA promovido pelo governo do estado na virada de 2015, não teve impacto.

LEIA MAIS: Veja a evolução da frota de carros e de veículos em geral em Curitiba:

Em Curitiba, a frota vinha crescendo a índices impressionantes. Em 2008, a cidade chegou a um milhão de veículos – o que soma não só os carros, como também motos, caminhões, caminhonetes etc. Em 2014, já eram mais de 1,4 milhão. Um aumento de 40% em apenas oito anos. A frota de carros subiu a 3% ao ano até 2014. Se mantivesse esse crescimento, 2015 seria o ano em que a cidade passaria de 1 milhão de carros. Mas isso não aconteceu.

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Em 2015, começou o ano mantendo algum crescimento, mas depois estacionou. No segundo semestre, entrou em queda. O fenômeno pode ter relação com a crise econômica, que afetou Curitiba com força, e com algumas medidas restritivas de trânsito adotadas pela prefeitura, como a adoção de limites menores de velocidade em algumas áreas. No entanto, parece não ter relação com uma desistência do transporte particular, já que o ônibus também perdeu passageiros.

Taxas

O IPVA, embora não tenha afetado outros municípios, pode ter tido efeito maior em Curitiba em função de locadoras de veículos, que colocavam seus carros para emplacar no Paraná devido à alíquota menor. Quando o governo aumentou de 2,5% para 3,5% o valor cobrado, em 2015, esse incentivo diminuiu.

O secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, tenta neste momento reduzir as taxas do Detran no estado para compensar esse efeito e combater a “guerra fiscal” promovida por Belo Horizonte para atrair as empresas. Os mineiros reduziram as taxas com o objetivo de atrair 30 mil veículos desse tipo que estão hoje registrados em Curitiba.

Pela pacote de medidas enviado pelo governo à Assembleia, o governo poderá reduzir as taxas cobradas de locadoras até “empatar” com a de outros estados. O problema com a saída seria justamente a arrecadação de IPVA, que poderia ter um decréscimo de R$ 30 milhões ao ano.

Outros fatores que podem desestimular a compra de novos veículos em Curitiba são o aumento da frota de táxis, em 2014, a chegada do Uber e o fato de que a frota pode ter chegado naturalmente a uma saturação, com cerca de um carro a cada duas pessoas – o que, inclusive, teve consequências sérias para o fluxo no trânsito da cidade.

Ascensão e queda

Veja a evolução da frota de carros e de veículos em geral em Curitiba:

2008 - Pela primeira vez, a frota total de veículos de Curitiba chega a 1 milhão.

2012 - A frota total era de 1,25 milhão em janeiro e a cidade tinha 886 mil carros.

2013 - O crescimento continua e Curitiba começa o ano com 1,3 milhão de veículos e 915 mil carros.

2014 - Em janeiro, o número de carros sobe mais 3% em relação ao ano anterior e chega a 945 mil registros.

2015 - 0 número máximo que a cidade atingiu de carros até hoje ocorreu neste ano, com 981 mil registros.

2016 - A frota de carros chega a junho com 976 mil registros. O número total de veículos é de 1,4 milhão.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Paraná busca novas opções de mobilidade urbana

12/06/2015 - A Gazeta do Iguaçu 

Secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e o diretor-presidente da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba estão interessados no VLT cearense

VLT cearense serve de modelo para governo curitiba
VLT cearense serve de modelo para governo curitiba
créditos: Divulgação
 
O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, e o diretor-presidente da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Omar Akel, foram conhecer, na Região Metropolitana do Cariri (RMC), no Ceará, o modelo de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Este modelo de transporte atende a população de diversas cidades do Nordeste e leva a cada viagem mais de 1.000 passageiros, com conforto, eficiência e eficácia, a custo baixo.
 
Segundo o secretário, em breve o Paraná vai iniciar estudos para analisar a viabilidade de implantação de VLT na Região Metropolitana de Curitiba. "Já temos uma gigante malha férrea implantada e que poderia ser usada para isto", diz Ratinho Junior. O secretário conta que o VLT da Região Metropolitana do Cariri (que abrange 11 cidades) é montado no Brasil desde 2009, com tecnologia alemã, pela empresa Bom Sinal. "Só em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo, o VLT percorre um trecho de 50 km", diz Ratinho Júnior.
 
De acordo com o secretário, em toda a Região Nordeste é aproveitada a malha ferroviária já existente para o transporte de passageiros. "E todos os municípios por onde passa a linha férrea da Região do Cariri é área de influência na Região Sul do Estado e nas áreas de divisa com os Estados de Pernambuco, Paraíba e Piauí, levando transporte de qualidade e a preços baixos para toda a população". 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bairro da moda perde o fôlego

08/05/2015 - Exame, Especial Imóveis

Curitiba é o terceiro maior mercado imobiliário do país, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo um estudo da consultoria Brain. No ano passado, porém, as incorporadoras reduziram o ritmo das construções, lançando menos de 4.000 unidades. "Curitiba chegou a ter quase 17.000 apartamentos lançados em um só ano. Era um patamar impossível de manter", diz Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da Ademi, que reune empresários do setor. O estoque de imóveis diminuiu em bairros como Mossunguê/Ecoville, que entrou na moda das construções de alto padrão nos últimos anos e chegou a representar 15% dos empreendimentos na cidade. Depois de cinco anos, a oferta no bairro caiu para menos de 3.000 unidades. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Em Curitiba, rua Marechal Deodoro ganha faixa exclusiva nesta quarta

25/03/2015 - Gazeta do Povo


A partir das 10 horas desta quarta-feira (25) começa a funcionar a terceira faixa exclusiva para ônibus no trânsito de Curitiba. O trecho será inaugurado na Rua Marechal Deodoro, no centro de Curitiba, entre as ruas João Negrão e Alameda Doutor Muricy. No último dia 17 de março, a prefeitura da capital inaugurou a faixa exclusiva da Rua Desembargador Westphalen.

Na Marechal Deodoro, vão passar pelo trecho 13 linhas de ônibus: Canal da Música/Vista Alegre, Novena, Jardim Social/Batel, Itupava/Hospital Militar, Rua XV/Barigui, Detran/Vicente Machado, Cristo Rei, Cajuru, Capão Imbuia/Parque Barigui, Alcidez Munhoz/Jardim Botânico, Fazendinha, Caiuá e Executivo/Aeroporto. Essas linhas transportam, segundo a prefeitura, 30 mil passageiros. A velocidade máxima permitida na faixa será de 40 km/h.

Com a alteração na via, os demais veículos poderão circular somente nas outras três faixas. Os motoristas que precisarem fazer a conversão à direita na Rua Marechal Deodoro para acessar a Rua Barão do Rio Branco e a Avenida Marechal Floriano Peixoto poderão entrar na faixa exclusiva nos trechos pintados com linhas pontilhadas no chão.

Outras faixas

Na Rua Desembargador Westphalen, são 700 metros da pista que ficam para uso somente dos ônibus. De acordo com a prefeitura, 20 linhas passam pela via e transportam 70 mil passageiros: Jardim Mercês/Guanabara, Universidades, Bom Retiro/PUC, Vila Macedo, Jardim Centauro, Guabirotuba, Vila São Paulo, Uberaba, Jardim Itiberê, Canal Belém, Alferes Poli, Guilhermina, Menonita, Vila Izabel, Vila Rosinha, Carmela Dutra, Vila Velha, Cotolengo, Ligeirinho Bairro Novo e Ligeirinho CIC/Cabral.

A primeira faixa exclusiva foi inaugurada em julho de 2014, na Rua XV de Novembro. Em entrevista durante a inauguração da faixa na Rua Desembargador Westphalen, o prefeito Gustavo Fruet disse que a prefeitura tem a intenção de implantar novos trechos de circulação restrita para ônibus nos próximos meses.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Suporte para bicicletas dá a estudantes de Curitiba o principal prêmio do design mundial

19/03/2015 - Gazeta do Povo


Um projeto do curso de Design de Produto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi um dos premiados nesta semana no iF Student Design Award, o maior prêmio internacional de design voltado a jovens talentos.

Apelidado de Razor, o projeto foi concebido pelos alunos Carlos Alberto de Melo Jr. e Ana Carolina Lino Buissa, com orientação do professor Ken Fonseca. O Razor é um suporte de bicicletas projetado para as grandes metrópoles, feito de alumínio injetado. Diferente dos paraciclos convencionais, que costumam ser fixos ao chão ou a outro adereço, o aparato é móvel e pode ser transportado sem dificuldade.

Foi a décima-primeira vez que um projeto brasileiro foi premiado na história do iF Student. Realizada anualmente, a premiação destaca 100 projetos entre os mais inteligentes, criativos e inovadores dentro de cada disciplina: Design de produto e industrial; Design de Comunicação e Multimídia; Design de Moda; Arquitetura e Design de Interiores.

Neste ano, foram 13.924 inscritos de 68 países.

Trabalho

Segundo Melo Jr., o Razor foi desenvolvido ano passado e teve como referência a linguagem do mobiliário urbano de Curitiba. A intenção é que o suporte, além de prático, transmita confiabilidade e segurança para os usuários.

"Com o Razor, apresentamos um produto contemporâneo, que está ligado diretamente à rotina das grandes cidades e ao crescente apelo pela utilização da bicicleta nos grandes centros urbanos", destaca o estudante

segunda-feira, 16 de março de 2015

Primeira ciclorrota de Curitiba é inaugurada

16/05/2015 - Bem Paraná

Trajeto Portão-PUC foi lançado no sábado. Segundo a prefeitura, proposta é estimular o compartilhamento das vias sem que veículos automotores percam uma faixa

Cilcistas aproveitam primeira ciclorrota da cidade
Cilcistas aproveitam primeira ciclorota da cidade
créditos: Maurílio Cheli/SMCS
 
Ciclistas do projeto Pedala Curitiba e o prefeito Gustavo Fruet percorreram de bicicleta, na tarde deste sábado (14), parte do trajeto da primeira ciclorrota sinalizada da cidade, que liga o bairro Portão à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), no bairro Prado Velho, e à avenida Comendador Franco (Avenida das Torres).
 
Eles partiram do Largo Jacó Stofella, esquina da avenida Água Verde com rua Santo Amaro. A Prefeitura destaca que a importância da ciclorrota é compartilhar o espaço sem que o carro, a moto e ou a bicicleta percam uma faixa, sendo um incentivo à integração dos modais.
 
"Utilizar as vias de forma civilizada é um processo que leva gerações e é o grande desafio. Nenhuma cidade mudou hábitos da noite para o dia. A ideia é compartilhar e mostrar que o espaço público não pode ser exclusivo de um modal", disse o prefeito.
 
A ciclorrota Portão-PUC tem um trecho de 6,2 km de vias compartilhadas por carros e bicicletas, com velocidade máxima permitida de 30 km/h. Círculos azuis com o emblema de bicicleta delimitam o trecho e identificam a ciclorrota.
 
A ciclorrota é uma das alternativas implantadas pela Prefeitura de Curitiba para oferecer um número cada vez maior de quilômetros de vias cicláveis na cidade. Tem por objetivo legitimizar o direito de circulação das bicicletas nas vias.
 
O Plano Cicloviário de Curitiba prevê a implantação de ciclorrotas, além de ciclovias, ciclofaixas, passeios compartilhados e vias calmas. A escolha da implantação depende das características da região.
 
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Sergio Pires, ressalta que a implantação desta primeira ciclorrota representa mais um passo na consolidação do Plano Cicloviário. "A determinação do prefeito Gustavo Fruet é transformar Curitiba em uma cidade mais humanizada, mais participativa e a ciclorrota é mais um exemplo. Já começamos com a via calma na Sete de Setembro que é um sucesso. O importante é dar alternativas para que as pessoas possam transitar e curtir Curitiba de uma maneira melhor e mais segura", disse.
 
Rota

A ciclorrota Portão-PUC tem o seguinte trajeto, em mão dupla: início no cruzamento da avenida República Argentina com a rua Morretes, seguindo pelas ruas Amazonas, Paranaguá, Pará, São Paulo, Otávio Francisco Dias, Madre Maria dos Anjos e Baltazar Carrasco dos Reis. Da Baltazar Carrasco dos Reis, a ciclorrota segue por dois caminhos: pela rua Imaculada Conceição, em uma ciclofaixa de 300 metros até a entrada da PUCPR; e até a ciclovia da Avenida Comendador Franco.
 
A ciclorrota inaugurada faz conexão com outras infraestruturas cicloviárias já existentes em Curitiba, formando uma rede de vias cicláveis com a rua Conselheiro Laurindo, rua João Negrão, rua Pedro de Toledo, avenida Comendador Franco, rua Engenheiros Rebouças, avenida Getúlio Vargas, rua Alexandre Gutierrez, avenida Sete de Setembro, rua Mariano Torres e avenida Dario Lopes dos Santos.
 
Outros trechos de ciclorrotas estão em fase de projeto no Ippuc e deverão ser implantados em breve na cidade.